Jorge MatosNo último Fórum RHDebates do 2010, aproximadamente 100 executivos de RH do Rio de Janeiro ouviram sobre como desenvolver atitudes de alta performance e entenderam alguns fatores que podem levá-los ao fracasso.

Jorge Matos, consultor e autor do livro “Talento para a vida”, deu início à sua palestra destacando que todo e qualquer movimento de um indivíduo deve ser considerado uma atitude que pode ser de alta ou baixa performance. Também chamada por ele de atitude de péssima performance, o segundo tipo é determinado por algumas questões intangíveis que nos ocorrem diariamente: desequilíbrio de humor, ambiente negativo, inadequação comportamental etc. “Antes de saber como desenvolver atitudes de alta performance, é preciso conhecer o que nos leva ao fracasso”, afirma.

Conhecidas as questões negativas que afetam o comportamento, o palestrante enumerou os principais componentes de uma atitude de alta performance: Conhecimento, Comportamento e Habilidade são os três elementos chave do Cubo de Competências apresentado pelo consultor. “As escolas e universidades têm trabalhado fortemente no sentido de oferecer mais e mais conteúdo (conhecimento). Isto é bom, mas não é o suficiente”, alerta. Para ele, é necessário criar um segundo eixo de aprendizado: o comportamental/ habilidade.

“Ter um talento nada mais é que ter uma habilidade natural para o exercício de uma função”. Partindo dessa afirmativa, Jorge falou sobre a importância do perfil DISC na descoberta de um talento. Na segunda década do século XX, o psicólogo William Moulton Marston definiu a Dominância, Influência, eStabilidade e Conformidade como os principais fatores que ajudam a medir a personalidade dos indivíduos .Daí a sigla DISC.

A exposição sobre o perfil foi interativa e dinâmica. Os inscritos no Fórum tiveram direito a um perfil DISC que, uma vez respondido, foi impresso e levado pela equipe ETalent (empresa dirigida pelo Jorge) para que cada participante avaliasse seus resultados enquanto a explicação era feita.

Ao receberem o seu perfil, muitos ficaram admirados com a precisão e veracidade dos resultados. Isso prova que as questões foram respondidas sem uma projeção (não é, mas pretende ser) ou fora de um momento de compressão (optar sempre por questões positivas temendo o que o resultado pode lhe mostrar). Por outro lado, é comum algumas pessoas apresentarem todas as características do perfil e não as praticarem.

Jorge explicou com clareza as atribuições correspondentes a cada letra que compõe a sigla DISC. A Dominância é uma característica marcante do indivíduo impulsonador, que toma iniciativas e tem foco em resultados. Já a Influência é marcante no comunicador, popular, que preza a liberdade de ação e dispensa detalhes. Ao contrário, a eStabilidade e a Conformidade representam o planejador e o analista, respectivamente.

Finalizando, o consultor deu uma dica importante: nenhum dos fatores em excesso é positivo. “Se você é um indivíduo overshift, trabalhe o seu D (alto D – dono da verdade, “o todo poderoso”). Por outro lado, tenha cuidado para não se tornar um undershift (sem motivação e baixa auto estima)”. Jorge alerta que o gestor deve estar atento a ambos os casos. Tanto o colaborador overshift quanto o undershift merecem muita atenção.

“Não existe pessoa errada no lugar certo. O que existe é pessoa certa no lugar errado ou pessoa certa no lugar certo!”, encerra Jorge Matos.

Clique aqui http://bit.ly/dOhIh2 e vejas as fotos do evento.

 

Comentários  

 
0 #1 Léo Salgado 12-01-2011 16:32
Jorge,
Para nós foi um grande presente contar com uma palestra sua no evento de encerramento de 2010.
Como admirador de seu trabalho, do DISC e da sua equipe, só tenho que agradecer e parabenizar pela bela palestra.
Léo
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