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Paulo Roberto Menezes ministra sobre os alicerces da gestão de pessoas na segunda edição do RH Debates 2010
O verdadeiro líder não tem resposta para tudo, nem deixa seus colaboradores infantilizados. Ele sabe como trabalhar o senso de responsabilidade em cada um para que eles reflitam sobre a situação e encontrem a melhor solução. Essa foi a principal reflexão que o consultor e autor do livro A Nova Visão do Coaching na Gestão por Competências (Qualitymark Editora), Paulo Roberto Menezes, levou aos presentes em sua palestra no RH Debates.
O evento, que aconteceu no dia 20 de maio, lotou novamente o Auditório da Amil, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, e reuniu cerca de 160 executivos da Área de Recursos Humanos. Com uma palestra leve e descontraída, mas objetiva, Paulo Roberto Menezes, que é Master Coach pelo ICI (Integrated Coaching Institute - EUA) e foi executivo em empresas como Ceras Johnson e Souza Cruz, destacou os principais conceitos que compõem a base de seu livro: a combinação entre duas importantes ferramentas de RH, o Coaching e a Gestão por Competências.
Durante a ministração, Paulo discursou sobre os principais alicerces da área de Gestão de Pessoas. Já de início, foi de encontro ao paradoxo estabelecido no mercado no qual a principal vantagem competitiva de uma empresa está na tecnologia utilizada para prestar determinado serviço ou na receita gerada ao final do ano. Para ele, o grande diferencial corporativo está no desenvolvimento e na capacitação dos colaboradores.
Em reuniões com executivos de diversos ramos, muitos revelaram que possuíam projetos inovadores engavetados. Isso ocorria não por escassez de recursos, mas por falta de pessoas capazes de realizá-los da forma correta, salienta.
O consultor ressalta que na prática, cada cargo em uma empresa possui suas próprias competências. Mas para defini-las, os gestores precisam construir um modelo de gestão, que consiste em listar diversos critérios para selecionar, treinar e avaliar funcionários. A partir daí, realizam-se estudos de comportamento por função que facilitam todos esses processos.
Ao fim desta etapa aplicasse o coaching. Não como uma simples ferramenta de acompanhamento, mas como uma relação de transferências de conhecimento e tomada de decisões. Dessa forma o profissional será lapidado para que retenha as principais competências necessárias as suas funções naquela empresa, explica.
Mas para que isso ocorra é preciso que os profissionais que trabalham com coaching, e têm como prática encontrar respostas e indicar os caminhos certos para resolver adversidades, entendam. Esse processo pode gerar um ciclo de dependência que limita a capacidade do assessorado e o transforma em um profissional infantilizado ou seja, sem senso de iniciativa e responsabilidade. Fato que prejudica o fechamento do ciclo de desenvolvimento das competências e por tabela, prejudica a produtividade da empresa.
Aqueles que trabalham com coaching precisam quebrar esse paradigma. Esses profissionais devem incentivar os seus colaboradores a encontrarem suas respostas e caminhos diante de qualquer situação. Afinal, todo o indivíduo pode encontrar suas próprias conclusões, basta que ele acredite ser capaz, ressalta.
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*Fábio Rego Barros é jornalista da Editora Qualitymark
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